Quanto mais leio sobre o jantar do Panteão mais acho que estamos entregues a alguém que governa mais a dois dias do que com visão estratégica. Daquela estratégia boa, a pensar no bem-estar geral e não no pessoal/político. A Lei citada, do que li e interpreto, diz que é necessária aprovação para a realização de eventos em monumentos nacionais, não podendo estes ser contra o cariz do local. Isto é, atentar contra o propósito do monumento.
O Panteão é um monumento. Mas é, ao mesmo tempo (e muito mais) um local de respeito, de homenagem e de contemplação perante figuras maiores da nossa história. Por ali repousa quem, com o seu talento e obra, dignificou o nome do país.
Foram, em primeira linha, esses que se viram desrespeitados com a realização de um jantar lá. No seu derradeiro local de descanso. E culto. Culto a figuras da nossa nacionalidade.
Dizer que a culpa foi de quem nos antecedeu é revelador de uma incompetência atroz. Pior, é revelador de um desconhecimento das responsabilidades do cargo que exerce, do real trabalho desenvolvido e da Lei. Mais, é o exemplo macabramente perfeito de que, face a um erro, se deixa vir ao cimo a nosso carácter sujo e sem balizas. É o que aparenta ser a matriz do carácter do Segundo Ministro.
Com esta tentativa de fuga o Segundo Ministro revelou muita coisa, mas esta é a mais flagrante: não tem noção do que o seu governo anda a fazer. E não digo isto por achar que não há rumo ou leme. Digo-o no sentido de que o segundo Ministro desconhece a acção das pessoas que supervisiona e a ele devem comunicar.
E confunde-se. É impulsivo a justificar-se, queimado aquilo que é o seu fraco capital político…e isso em política é importante para agir, para fazer obra. Costa diz que quer grandeza. Resta saber se a dele ou a nossa.
Seja qual for, nenhuma irá acontecer. Gradualmente as pessoas vão somando erros atrás de erros. Vão colocando no prato mau da balança a credibilidade de órgãos de soberania alienando-se mais do processo e sistemas políticos.
E com isso tudo falha. Com isso, instituições de prestígio tornam-se banalizadas como se está a tornar o Estado com António Costa.
Começou por não saber gerir a nossa segurança. Hoje por permitir e aceder ao desrespeito para com os nossos ídolos. Amanhã, provavelmente, irá dar espaço para que se vendam distritos para abate da dívida.
É que ser líder não é para quem quer, é para quem sabe. E Costa não sabe.
Suspeito que nem queira ser.
Desde que, no final do dia, algum focus group lhe diga por intermédio de relatório que esteve bem, é indiferente a opinião de quem devia servir. E do que é escrito em relatórios, ele só saberá se tiver o hábito de os ler.







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